terça-feira, 20 de outubro de 2009

PEnsar

A palavra "pensar" deriva da palavra latina pensare, que significa pesar. Isto permite-nos compreender o que caracteriza os actos do pensamento (da razão):

Pensar é conhecer, o seja, é recolher dados acerca de algo, o que não deixa de poder ser encarado como um acto de avaliação, e aqui convém dizer que só conhecemos algo de novo, integrando-o no conjunto dos conhecimentos já adquiridos, o que remete para uma necessária ponderação dos elementos novos e da sua compatibilidade com os já adquiridos.

Pensar é, também, julgar, ou seja, é comparar objectos (conceitos), de forma a que possamos distinguir e relacionar, de uma forma pertinente, os elementos da nossa realidade, interna e externa.

Pensar é, igualmente, raciocinar, é, a partir da análise do que conhecemos, sermos capazes de descobrir novas relações entre os objectos do nosso conhecimento, ou novas qualidades do real, que não poderiam ser simplesmente conhecidas através da experiência sensível.

Vamos centrar-nos nestes três tópicos, o conhecer, o julgar e o raciocinar, se bem que o pensamento abarque um vastíssimo leque de actividades mentais e de operações lógicas.

Em primeiro lugar veremos que o pensamento obedece a regras formais, os princípios lógicos da razão, que são o fundamento da sua consistência. Depois veremos quais os elementos constitutivos do pensamento, bem como as actividades racionais que lhe servem de suporte. E, por fim, veremos que o pensamento, para ser verdadeiro, tem que ser válido e analisaremos, de forma sucinta, os fundamentos da sua validade.

Os Princípios Lógicos da Razão

1) Princípio da Identidade: A=A.

Cada objecto é igual a si próprio; Cada proposição é equivalente a si mesma.

2) Princípio da não-contradição: uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, de acordo com a mesma perspectiva; Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo, de acordo com a mesma perspectiva.

3) Princípio do Terceiro Excluído: um indivíduo ou é ou não é, não há uma terceira hipótese; Uma proposição ou é verdadeira, ou é falsa, não há uma terceira possibilidade.

Solidariedade dos três princípios:

Estes três princípios podem ser considerados como três formulações de uma mesma lei geral do pensamento: os nossos pensamentos não devem conter contradições. As contradições são a base dos nossos erros lógicos.

A forma como os princípios estão formulados permite-nos identificar de uma forma mais fácil as inconsistências dos nossos pensamentos.

Elementos constitutivos do pensamento

Conceito - Os conceitos (ideias) são representações mentais da realidade.

A nossa razão, a partir da experiência, representa a realidade, através da abstracção: com base no conhecimento dos objectos, das suas características materiais, a razão reúne essas características numa representação mental que lhe permite, quer a referência à realidade, quer a aquisição de conhecimentos de um grau superior que, por sua vez, são a base de todos os actos complexos do pensamento.

Por exemplo, a partir do conhecimento das características materiais das mesas concretas, a nossa razão formula o conceito de mesa, que reúne as características comuns (essenciais) aos objectos que fazem parte do conjunto das mesas, permitindo-nos, assim, pensar acerca das propriedades das mesas, sem que estas estejam (ou tenham que estar) presentes na nossa experiência actual. Por isso, ao ouvirmos a palavra mesa associamos-lhe como significado o conceito de mesa previamente formulado. O mesmo se passa com os restantes conceitos adquiridos por abstracção.

Juízo - (À expressão lógica de um juízo chamamos proposição). Os juízos são actos do pensamento que consistem na relação de conceitos: a um conceito-base, a que chamamos sujeito (do juízo), atribuímos uma característica (ou um conjunto de características), a que chamamos predicado. Esta atribuição é feita através de um elemento de ligação a que chamamos cópula. Assim, os juízos têm a seguinte estrutura formal.

Raciocínio - (À expressão lógica de um raciocínio chamamos argumento). Os raciocínios são relações entre juízos. pelo que podemos considerar que o raciocínio é uma operação racional que consiste na obtenção de um conhecimento novo (conclusão), a partir de conhecimentos previamente adquiridos (premissas), que não poderiam ser alcançados de outra forma com o mesmo grau de consistência.

Podemos dizer que, basicamente, adquirimos conhecimentos efectivos acerca da realidade a partir de duas vias: a experiência e a razão.

Os conhecimentos adquiridos pela experiência são particulares, pelo que nos dão informações precisas, mas insuficientes, acerca da estrutura da realidade. É que a realidade não é constituída apenas por objectos concretos, mas também por processos que não são imediatamente acessíveis através da experiência sensível. Por este motivo, os nossos conhecimentos podem, se exclusivamente baseados na experiência sensível, revelar-se ilusórios (aparentes) se não forem sujeitos, no mínimo a uma clarificação racional.

A razão permite-nos ir além dos dados imediatos da experiência sensível, de forma a descobrirmos as causas dos fenómenos que observamos (causas essas que não são identificáveis directamente), bem como as leis que regem os processos constitutivos da realidade. É deste modo que surge a ciência, como saber racional que visa explicar o funcionamento da realidade.

Para concluir, podemos afirmar que todos os actos do pensamento obedecem aos princípios lógicos da razão.

A validade formal e a validade material (verdade)

Os princípios lógicos da razão dizem-nos como pensar e não o que pensar. Eles referem-se à estrutura formal do pensamento e não ao seu conteúdo, a que podemos chamar a matéria do pensamento.

Assim, quer pensemos acerca de faquires, borboletas, idas ao cinema, ou qualquer outra coisa, por mais mirabolante que seja, temos que pensar de forma consistente, temos que seguir os princípios lógicos da razão, ou seja, o nosso pensamento tem que estar bem estruturado. Isto, como é óbvio, independentemente do conteúdo do pensamento.

Dizer que o João é bom e mau aluno, sem mais, é um pensamento inválido, porque viola o princípio da não-contradição; o mesmo acontece se dissermos que "agora é de dia e de noite", ou "os xptos são extraterrestres e terrestres.


Ora, chamamos validade formal à consistência dos nossos pensamentos, eles são válidos se estiverem bem construídos, de acordo com os princípios lógicos da razão, caso contrário são inválidos em termos formais.

Para além da sua estrutura formal os nossos pensamentos têm um conteúdo, têm uma matéria. Se o conteúdo do nosso pensamento for incongruente com os dados da experiência sensível (da realidade), então o nosso pensamento é inválido em termos materiais, ou seja, é falso (mesmo que seja formalmente válido).

Sendo assim, podemos dizer que o nosso pensamento é verdadeiro quando está adequado à realidade. A verdade (validade material) pode ser definida como a adequação do pensamento à realidade.

Mas, para poder ser verdadeiro, para estar adequado à realidade, o pensamento tem que ser válido em termos formais, tem que estar bem estruturado. Assim: os pensamentos só podem ser verdadeiros se forem válidos em termos formais e, também, se estiverem adequados à realidade. Daqui se depreende que um pensamento inválido em termos formais não pode ser verdadeiro.

Não precisa de titulo XD

Longe dos pescadores os rios infindáveis vão morrendo de sede lentamente...
Eles foram vistos caminhando de noite para o amor – oh, a mulher amada é como a fonte!
A mulher amada é como o pensamento do filósofo sofrendo
A mulher amada é como o lago dormindo no cerro perdido
Mas quem é essa misteriosa que é como um círio crepitando no peito?
Essa que tem olhos, lábios e dedos dentro da forma inexistente?

Pelo trigo a nascer nas campinas de sol a terra amorosa elevou a face pálida dos lírios
E os lavradores foram se mudando em príncipes de mãos finas e rostos transfigurados...

Oh, a mulher amada é como a onda sozinha correndo distante das praias
Pousada no fundo estará a estrela, e mais além.

(Vinicius de Moraes)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

MÚSICA: BLACK MAGIC WOMAN

Mais uma de um colega.

Black Magic Woman foi uma música que fez um tremendo sucesso mundial nos anos 70 . Seu compositor foi o músico e poeta Peter Alan Green , mas esta melodia chegou a ser gravada pelas bandas : Santana e Santa Esmeralda . Esta canção , também , foi tema de uma personagem de novela , que era muito sedutora e tinha ligações com a magia .

O poeta Peter Alan Green sempre foi ligado ao misticismo , ele até chegou a freqüentar um terreiro de umbanda .

Quem já escutou esta melodia , com certeza , já reparou nos sedutores batuques de vodu , que tocam , lentamente ao fundo .

Alguns esotéricos falam que a música Black Magic Woman foi composta num terreiro de umbanda , após o compositor ter tido uma conversa com a entidade denominada pomba – gira .

Esta parte fica clara neste seguinte trecho da música : “ Ela é a magia negra feminina , que liberta o demônio que há dentro de mim . “

A letra completa é esta :

Got a black magic woman
Got a black magic woman.

I got a black magic woman
Got me so blind I can't see
That she's a black magic woman
She's tryin' to make a devil out of me.

Turn your back on me baby
Turn your back on me baby.

Yes, don't turn your back on me baby
Stop messin' around with your tricks
Don't turn your back on me baby
You just might pick up my magic sticks.

Got your spell on me baby
Got your spell on me baby.

Yes you got your spell on me baby
Turning my heart into stone
I need you so bad - magic woman
I can't leave you alone. "

Comentários :

Nesta parte : Got a black magic woman Got a black magic woman = o poeta implora por uma magia negra feminina , o que a entidade denominada Pomba – Gira exerce

. Got me so blind I can't see = aqui , o poeta afirma estar cego pela magia , ou seja , possuído .

That she's a black magic woman She's tryin' to make a devil out of me = aqui , ela tenta libertar o demônio que existe dentro do poeta e ele tem consciência disto .

Stop messin' around with your tricks = aqui , ele sabe que a magia negra tem seus truques , mas não consegue se libertar .

Conclusão = Se observamos as letras das músicas dos anos 60 e 70 são as que mais possuem mensagens subliminares e satânicas . Basta , fazermos uma pesquisa .

Agora , esta música , apesar de ter uma melodia belíssima , tem uma mensagem diabólica escancarada demais .

Enviado por: Luciana do Rocio Mallon
Contato: poesiaedor@yahoo.com.br

HOTEL CALIFÓRNIA

Hoje tou numa de postar cenas, aqui está esta mensagem de um colega blogger.
Desculpem não fazer a correcção do português, visto manter assim a sua forma original.


Semana passada , tive um sonho estranho : sonhei que havia chegado a uma cidadezinha do interior do Paraná e que entrei num hotel .
Lá uma mulher estranha me recebeu .
Sua aparência era mórbida , pois ela tinha 2 metros de altura , seus olhos eram fundos e sua pele era muito branca .
Primeiramente , ela me falou que eu iria trabalhar na limpeza e na recepção do hotel . Mas , eu falei que não gostaria de trabalhar numa cidade do interior . Então , olhei para as portas de entrada , me aproximando para sair . Mas , elas se fecharam sozinhas .
Então , a mulher me falou :
- Deste hotel , você nunca mais sairá .
Assim , ela começou a me explicar sobre o funcionamento do hotel , como eu deveria agir com os hóspedes e como eu faria a limpeza do estabelecimento .
Acordei cansada e algumas horas depois entrei em sites , cujo o tema era : sonho e resolvi tirar algumas dúvidas .
Em um destes sites , o moderador , mandou eu ler a tradução da música Hotel Califórnia , cuja a letra é a seguinte :

Letra Traduzida
Artista: The Eagles
Música: Hotel California

Em uma rodovia escura no deserto
Um vento frio em meu cabelo
Um cheiro quente de "colitas"
Subindo pelo ar
Lá na frente um pouco distante
Eu vi uma luz tremula
Minha cabeça ficou pesada
E minha visão encurtou
Eu tinha que parar para passar a noite
Lá estava ela na entrada
Eu ouvi o sino da missão
E eu estava pensando comigo mesmo
Isto pode ser o Paraíso ou o inferno
Então ela acendeu uma vela
E me mostrou o caminho
Haviam vozes pelo corredor
Eu pensei tê-las escutado dizer
Bem vindo ao Hotel California
Um lugar tão bonito ( Um lugar tão bonito )
Um rosto tão lindo
Havia bastante espaço no Hotel California
Ha qualquer época do ano ( Qualquer época do ano)
Você pode encontrar aqui
A mente dela era desvairada
Ela entrou no Mercedes Benz
Ela pegou um monte de rapazes bonitos
Que ela chama de amigos
Como eles dançam na varanda
Doce suor do verão
Alguns dançam para lembrar
Outros dançam para esquecer
Então chamei o capitão
Por favor traga meu vinho
Ele disse, "Não temos esta bebida aqui
Desde 1969
E aquelas vozes ainda
Estão chamando na distancia
Te acordam no meio da noite
Só para ouvir eles dizerem
Bem vindo ao Hotel California
Um lugar tão bonito ( Um lugar tão bonito )
Um rosto tão lindo
Eles estão vivendo tudo no Hotel California
Que surpresa agradável ( Que surpresa agradável )
Tragam seus alibis
Espelhos no teto
A champagne no gelo
E ela disse, "Todos somos apenas prisioneiros aqui
De nosso próprio brinquedo."
E nos aposentos do mestre
Eles reunem-se para a festa
Eles apunhalam com suas facas de aço
Mas não conseguem matar a besta
Noite passada eu lembro
Eu estava correndo até a porta
Eu tinha que encontrar a passagem de volta
Para o lugar de onde eu estava antes
"Relaxe" disse o homem da noite
Nós somos programados para receber
Você pode pedir a conta na hora que quiser
Mas jamais poderá sair

A tradução não tinha nada a ver com o meu sonho , apenas a última parte : “Mas , jamais poderá sair ... “
Depois me falaram que esta música é satanista , q
ue Hotel California era onde se reunia uma seita e a que a Tyffani da música era o demônio Tifón .
Após este sonho , três dias se passaram , eu estava no consultório odontológico , e, de repente comecei escutar esta música .
Será que há uma mensagem estranha nela ?
Alguém pode me ajudar ?

Enviado por: Luciana do Rocio Mallon
Contato: fadapoesia@ig.com.br

O MONSTRO DO LAGO LOCH NESS

No final dos anos 70 e no começo dos anos 80 , surgiu uma lenda interessante na Escócia , chamada : O Monstro do Loch Ness .

Dizem que este lago fica grudado com o castelo que pertenceu ao famoso bruxo Aleister Crowler , mais conhecido como o pai do satanismo moderno .

Alguns esotéricos afirmam que este feiticeiro matou muitas pessoas em seus rituais e muitas delas foram jogadas neste lago .

Muitos anos depois , um roqueiro da banda Led Zepellin , comprou o castelo deste famoso bruxo . Lá , alguns empregados do músico morreram misteriosamente . Dizem que alguns sumiram quando foram nadar no lago .

No final dos anos setenta , algumas pessoas que passavam de noite em frente ao lago , afirmaram terem visto uma criatura estranha dentro dele , que seria um monstro com o formato de um dinossauro .

Até o final dos anos oitenta várias pessoas viram o estranho animal , mas nada foi provado sobre a sua existência .

Alguns místicos falaram que este monstro não é material , e , sim uma carga de misturas de energias negativas que se unem e tomam o formato de um monstro , capaz de aparecer para pessoas com maiores níveis de sensibilidade .

E tu, leitor , acreditas na lenda do monstro do Lago Loch Ness ?

BLOODY MARY



Em 1978, o especialista em folclores, Janet Langlois, publicou nos Estados Unidos uma lenda que até hoje aterroriza os jovens do mundo inteiro, principalmente da América. Trata-se de Bloody Mary, conhecida também como A Bruxa do Espelho, um espírito vingativo que surge quando uma jovem, envolta em seu cobertor, sussurra, à meia-noite, iluminado por velas. diante do espelho do banheiro, 13 vezes as palavras Bloody Mary. Segundo a lenda, o espírito de uma mulher cadavérica surge refletido no espelho e mata de forma sangrenta e violenta as pessoas que estão no banheiro.
Há quem diga que Mary foi executada há cem anos atrás por praticar as artes negras, mas há também uma história mais recente envolvendo uma bela e extremamente vaidosa garota que, após um terrível acidente de carro, teve seu rosto completamente desfigurado. Sofrendo muito preconceito, principalmente de seus amigos e familiares, ela decidiu vender a alma ao diabo pela chance de se vingar dos jovens que cultivam a aparência.
Muitos confundem a lenda da bruxa do espelho com a história da Rainha Maria Tudor (Greenwich 1516 - Londres 1558), filha de Henrique VIII e de Catarina de Aragão. Tendo se tornado rainha em 1553, esforçou-se para restabelecer o catolicismo na Inglaterra. Suas perseguições contra os protestantes valeram-lhe o cognome "Maria, a Sanguinária" (Bloody Mary). Em 1554, desposou Filipe II da Espanha. Essa união, que indignou a opinião pública inglesa, ocasionou uma guerra desastrosa com a França, que levou à perda de Calais (1558). Dizem que a Rainha, para manter a beleza, tomava banho com sangue de jovens garotas, mas é um fato não confirmado em sua biografia.
No princípio da década de 70, muitos jovens tentaram realizar o ritual pois era comum nas casas suburbanas a presença de longos espelhos nos banheiros sem janelas (pouca iluminação). Há um caso famoso de uma jovem nova-iorquina que dizia não acreditar na lenda, mas após realizar a "mórbida brincadeira", levou um tompo (é o que os familiares dizem), quebrou a bacia e foi encontrada em estado de coma. A jovem ainda vive nos EUA, mas sua identidade é um sigilo absoluto.

Por que ainda hoje as crianças racionais continuam a chamar pela Bloody Mary, arriscando a vida diante de uma possível tragédia?
O escritor Gail de Vos traz uma explicação: "As crianças com idade entre 9 e 12 anos vivem numa fase que os psicólogos chamam de síndrome de Robinson. Este é o período em que as crianças precisam satisfazer seus desejos por aventura, arriscando-se em rituais, jogos e em brincadeiras no escuro. Eles estão constantemente procurando um modo seguro de extrair prazer e desafiar seus medos."

È possível que essas crenças em bruxas do espelho tenham a sua origem nos velhos tempos, através das simpatias envolvendo jovens solteiras e futuros maridos. Há muitas variações desses rituais em que as jovens solteiras cantavam rimas diante dos espelhos e olhavam de súbito pois seria possível ver o semblante do homem com quem vão casar.
Já o conceito de espelhos como o portal entre o mundo da realidade e o sobrenatural também veio de épocas remotas. Antigamente, era comum cobrir os espelhos de uma casa em que uma morte tenha acontecido até o corpo ser levado para o enterro. Dizem que se por relance o corpo passar diante de algum espelho, o morto permaneceria na casa, pois o espelho pegaria o espírito dele.

Filmes: Na produção de 1992 chamada Candyman, um espírito vingativo surge após seu nome ser chamado 5 vezes diante de um espelho. Já no filme Lenda Urbana, dois jovens brincam diante de um espelho e chamam pela Bloody Mary, mas ela não aparece.

Lenda da Nossa Senhora de Vagos

A pouco mais de um quilómetro da vila de Vagos, situada num local campestre, pitoresco e aprazível, convidativo à oração, fica a ermida de Nossa Senhora de Vagos cheia de história e tradição. Consta que antes do actual santuário, existiu outro a dois quilómetros deste de que há apenas vestígios de uma parede bastante alta, denominada «Paredes da Torre», cercada presentemente por densa floresta mas de fácil acesso. Tradições antigas com várias lendas à mistura, dizem que perto da praia da Vagueira naufragou um navio francês dentro do qual havia uma imagem de Nossa Senhora que a tripulação conseguiu salvar e esconder debaixo de arbustos que na altura rareavam no areal.
Dirigindo-se para Esgueira, freguesia mais próxima, a tripulação contou o sucedido ao Pároco que acompanhado por muitos fiéis, veio ao local onde tinham colocado a imagem, mas nada encontrou. Dizem uns que Nossa Senhora apareceu a um lavrador indicando-lhe o sítio onde se encontrava o qual aí mandou construir uma ermida; dizem outras que apareceu em sonhos a D. Sancho primeiro quando se encontrava em Viseu que dirigindo-se ao local e tendo encontrado a imagem, mandou construir uma capela e uma torre militar a fim de defender os peregrinos dos piratas que constantemente assaltavam aquela praia. Mas parece que a primeira ermida e o culto da Nossa Senhora de Vagos datam do século doze. O que fez espalhar a devoção a Nossa Senhora de Vagos foram os milagres que se lhe atribuem. Entre eles consta a cura de um leproso, Estevão Coelho, fidalgo dos arredores da Serra da Estrela que veio até ao Santuário. Ao sentir-se curado além de lhe doar grande parte das suas terras, ficou a viver na ermida, vindo a falecer em 1515. É deste Estevão Coelho, que conta a lenda ter quatro vezes a imagem de Nossa Senhora de Vagos, sido trazida para a sua nova Capela, quando das ruínas da Capela antiga (Paredes da Torre), e quatro vezes se ter ela ausentado misteriosamente para a Capela primitiva. Só à quarta vez se reparou que não tinham sido transferidos os ossos de Estêvão Coelho, e que as retiradas que a Senhora fazia eram nascidas de querer acompanhar o seu devoto servo que na sua primeira Ermida estava sepultado; trasladados os ossos daquele, logo ficou a Senhora sossegada e satisfeita. Supõe-se que ainda hoje, à entrada do Templo existe uma pedra com o nome de Estêvão Coelho.
Outro grande milagre teve como cenário os campos de Cantanhede completamente áridos e impróprios para a cultura devido a uma seca que se prolongava há mais de quatro anos. A miséria e a fome alastrou de tal maneira por aquela região que todo o povo no auge do deserto elevava preces ao Céu, para que a chuva caísse. Até que indo em procissão à Senhora da Varziela, ouviram um sino tocar para os lados do Mar de Vagos. Toda a gente tomou esse rumo. Chegados à Ermida de Nossa Senhora de Vagos, suplicaram a Deus que derramasse sobre as suas terras a tão desejada chuva o que de facto sucedeu. Em face de tão grandioso milagre, fizeram ali mesmo um voto de se deslocarem àquele local de peregrinação, distribuindo ao mesmo tempo as pobres esmolas, dinheiro, géneros, etc. ... Ainda hoje essa tradição se mantém numa manifestação de Fé e Amor. Ainda hoje o pão de Cantanhede continua a ser distribuído em grande quantidade no largo da Nossa Senhora de Vagos.

Perto do actual santuário que pelas lápides sepulcrais aí existentes, remota ao século dezassete, construíram-se umas habitações onde de vez em quando se recolhiam em oração os Condes de Cantanhede e os Srs. de Vila Verde. Hoje, já não existem vestígios dessas habitações.

Lendas do distrito de Braga

O Castelo de Faria

A já desaparecida fortaleza medieval conhecida por Castelo de Faria, nos arredores de Barcelos, foi palco de uma história desencadeada pelo amor entre o rei D. Fernando e a bela Leonor Teles. Na verdade, estava D. Fernando para desposar a filha do rei de Castela quando se apaixonou por Leonor Teles, quebrando o compromisso que tinha assumido. Despeitado, o rei castelhano desencadeou uma guerra contra Portugal, cercando Lisboa e muitas outras terras. O Minho foi invadido pelo adiantado da Galiza, D. Pedro Rodriguez Sarmento, que se bateu com D. Henrique Manuel, tio do rei português, nos arredores de Barcelos. Os portugueses foram derrotados e entre os reféns ficou D. Nuno Gonçalves, alcaide-mor do Castelo de Faria. No seu cativeiro, receava D. Nuno que o seu filho entregasse o Castelo de Faria logo que visse o pai refém dos castelhanos e, por esse motivo, urdiu um estratagema que o evitasse. Pediu então ao galego D. Pedro que o levasse até aos muros do castelo para convencer o filho a entregar a fortaleza sem resistência. Chegados ao castelo, D. Nuno pediu para falar com o seu filho, D. Gonçalo, e exortou-o a defender-se a custo da própria vida, amaldiçoando-o se não cumprisse as suas ordens. Os castelhanos, vendo-se traídos, mataram logo ali o velho alcaide e atacaram o castelo. A luta foi renhida e dolorosa para os portugueses que perderam muitos dos seus homens, mas D. Gonçalo, lembrando-se da maldição do pai, resistiu orgulhoso, levando os inimigos a desistir. D. Gonçalo, apesar de premiado pela sua coragem, pediu ao rei D. Fernando autorização para abandonar o cargo de alcaide e tornou-se sacerdote.

O Senhor do Galo de Barcelos e o Milagre do Enforcado

Esta lenda está associada a um antigo padrão de pedra de Barcelos, de origem desconhecida, que tem em si gravados, em baixo relevo, a Virgem, S. Paulo, o Sol, a Lua e um Dragão de um lado e do outro um Cristo Crucificado, um Galo e Santiago sustentando um enforcado. Na origem da lenda está um crime perpetrado em Barcelinhos que ficou impune, apesar das sérias investigações das autoridades de então. Este crime ficou esquecido até que um dia um peregrino galego que se dirigia a Santiago parou para passar a noite no albergue local. Ao jantar, enquanto ceava, reparou que alguém o observava fixamente mas não fez caso e continuou a sua refeição. O observador saiu do albergue, dirigiu-se a casa do juiz, e acusou o peregrino da autoria do crime. Preso, o crente galego não conseguia apresentar provas da sua inocência, tendo sido levado para as masmorras, julgado e condenado à forca. No dia do enforcamento, o peregrino pediu, como sua última vontade, que o levassem à presença do juiz que tão injustamente o tinha julgado. Perante o juiz, que estava em sua casa preparando-se para trinchar um magnífico galo assado, o condenado ajoelhou-se. Seguidamente, afirmou a sua inocência e suplicou que não o enforcassem, pois era a primeira vez que estava em Barcelinhos e nunca tinha visto a vítima do crime. O juiz não se comoveu. Então, o galego invocou a ajuda de Santiago e perante todos afirmou que era tão certo estar inocente como o galo assado cantar antes do dia acabar. Todos os convivas presentes se riram da afirmação mas, supersticiosamente, não tocaram no galo. À noite, observaram com espanto que o galo se cobria de penas novas, se levantava e batia asas para cantar com energia. Correram todos para o lugar da forca e encheram-se de espanto ao ver o peregrino vivo, com uma corda lassa à volta do pescoço, apesar de estar pendurado. Atemorizados por este facto insólito, libertaram o peregrino galego, deixando-o seguir o seu caminho. Diz-se que em agradecimento pela ajuda de Santiago, o peregrino mandou colocar o padrão que ainda hoje lá se encontra.

Egas Moniz, o Aio

A batalha de Valdevez entre os exércitos de D. Afonso Henriques e Afonso VII de Castela não teve um resultado decisivo para nenhuma das hostes envolvidas. D. Afonso Henriques retirou-se para Guimarães com o seu aio Egas Moniz e com os outros chefes das cinco famílias mais importantes do Condado Portucalense, interessadas na independência. O monarca castelhano pôs cerco ao castelo de Guimarães mas o futuro rei de Portugal preferia morrer a render-se ao primo. Egas Moniz, fundamentado na autoridade que a posição e a idade lhe conferiam, decidiu negociar a paz com Afonso VII a troco da vassalagem de D. Afonso Henriques e dos nobres que o apoiavam. O rei castelhano aceitou a palavra de Egas Moniz de que D. Afonso Henriques cumpriria o voto de vassalagem. Mas um ano depois, D. Afonso Henriques quebrou o prometido e resolveu invadir a Galiza, dando origem a um dos momentos mais heróicos da nossa história.

Vestidos de condenados, Egas Moniz apresentou-se com toda a sua família na côrte de D. Afonso VII, em Castela, pondo nas mãos do rei as suas vidas como penhor da promessa quebrada. O rei castelhano, diante da coragem e humildade de Egas Moniz, decidiu perdoar-lhe e presenteou-o com favores. Este acto heróico impressionou também D. Afonso Henriques, que concedeu ao seu velho aio extensos domínios. Pensa-se que esta terá sido uma estratégia inteligente por parte de Egas Moniz para que o primeiro rei de Portugal pudesse ganhar tempo. Ao entregar-se, Egas Moniz ressalvava a sua honra e também a de Afonso Henriques, assegurando através da sua astúcia a futura independência de Portugal.

Lenda das Cruzes de Barcelos

No ano de 1504, vivam em Barcelos dois homens que se odiavam: o sapateiro João Pires e o fidalgo D. Pedro Martins. João Pires tinha uma filha, a Luisinha a quem o fidalgo, galanteador incorrigível, perseguia constantemente com os seus galanteios. Um dia, quando a jovem foi buscar água à fonte, D. Pedro Martins saiu-lhe ao caminho e só a pronta intervenção do sapateiro evitou o pior... Duas valentes bofetadas de João Pires ficaram marcadas no rosto do fidalgo, como se tivessem sido impressas a fogo. A chacota do povo nos tempos que se seguiram só veio acirrar ainda mais o desejo de vingança do fidalgo contra o sapateiro e a sua filha.

Num dia de grande tempestade, um barco vindo da Flandres naufragou na costa de Esposende, perto de Barcelos. Quando as mulheres acorreram à praia para recolher os despojos, Luisinha encontrou enterrado na areia um pedaço de madeira que tinha um calor estranho e exalava um exótico perfume. Chegada a casa lançou o bocado de madeira ao fogo e algo de extraordinário aconteceu: a casa encheu-se de uma claridade estranha e no solo de terra batida ficou desenhada uma cruz luminosa. Por mais que se escavasse a terra naquele local onde a cruz luminosa se projectava, a cova voltava a encher-se de terra. A notícia do milagre correu por toda a cidade e a casa do sapateiro passou a ser um local de peregrinação. Apenas o fidalgo, D. Pedro Martins não acreditou e acusou o sapateiro e a filha de embusteiros e bruxos, afirmando que os dois deveriam ser atirados à fogueira. Estas acusações ganharam cada vez mais adeptos que acompanharam D. Pedro Martins até à porta do sapateiro e, quando este se preparava para o acusar injustamente invocando o nome de Deus, a mesma cruz luminosa apareceu. O fidalgo caiu humildemente de joelhos e pediu perdão a Deus, depois ordens para que começasse a construir um templo em acção de graças pelo milagre. Diz a lenda que as marcas das mãos do sapateiro desapareceram-lhe do rosto naquele mesmo momento. Foi este milagre que deu origem a uma ermida anterior à actual igreja e também à famosa romaria da Feira das Cruzes de Barcelos.

LENDA HINDU

Conta uma velha lenda hindu que outrora todos os homens eram deuses, mas abusaram de tal modo da sua natureza divina que Brama, o Senhor dos deuses, decidiu retirar-lhes esse poder divino e esconde-lo em lugar onde lhes fosse impossível encontrá-lo. O problema, contudo, era encontrar esse esconderijo.

Brama convocou, pois, todos os deuses menores a fim de resolver este problema, e a sugestão que eles lhe deram foi enterrar a divindade do homem bem no fundo da terra. Mas Brama respondeu-lhes que isso não seria suficiente pois o homem escavaria a terra e acabaria por reencontrar a sua natureza divina.

Então os deuses sugeriram que se atirasse para o fundo do mar a natureza divina do homem. E de novo Brama lhes respondeu que, mais tarde ou mais cedo, o homem exploraria as profundezas do mar e a recuperaria.

Os deuses menores já não sabiam que outros lugares poderiam existir, quer na terra quer no mar, onde o homem não conseguisse chegar um dia.

Então Brama disse: "Vamos fazer o seguinte com a natureza divina do homem: vamos esconde-la bem no fundo de si mesmo, pois será esse o único lugar onde o homem nunca a irá procurar."

E desde esse dia, segundo conta a lenda, o homem tem percorrido e explorado o mundo, subido às montanhas mais altas e descido às grandes profundezas da terra e do mar, sempre à procura do que está dentro de si próprio.

O ‘BEIJO’

Para beijar, o ser humano movimenta 29 músculos (12 dos lábios e 17 da língua). Um beijo apaixonado pode significar a aplicação de uma pressão de 12 quilos sobre os lábios. Já um beijo dado a um bebé pode ser pesado em gramas.

Uma pessoa troca, em média, 24 mil beijos (de todos os tipos, dos maternais aos apaixonados e até os roubados) ao longo de sua vida.

Um beijo pode passar 250 vírus e bactérias diferentes. Quando se beija alguém, resíduos de saliva permanecem na boca por 3 dias.

As batidas do coração sobem, em média, de 70 para 150 vezes por minuto durante o beijo. Isso força o coração a bombear 1 litro de sangue a mais, pois as células pedem mais oxigénio para trabalhar.
Os beijoqueiros sofrem menos de doenças do aparelho circulatório, do estômago e da vesícula. Diminuem também os casos de insónia e de dores de cabeça.

Quando um dos namorados beija o pescoço do outro com mais força, provoca um aumento de pressão no local que pode romper os capilares (vasos bem frágeis). Forma-se uma mancha proveniente do sangue que escapou e ficou preso em baixo da pele. (Famoso CHUPÃO)

Em cada beijo, os apaixonados trocam 9 mg de água, 0,7 g de albumina, 0,18 g de substâncias orgânicas, 0,711 mg de gorduras e 0,45 mg de sais.

O americano Alfred A. E. Wol estabeleceu o recorde mundial de beijos. Ele beijou 8.001 pessoas em oito horas.

O final da Segunda Guerra Mundial foi anunciado em 1945. Na comemoração, um soldado beijou uma enfermeira no meio da rua. A foto, de Alfred Eisenstaedt, foi publicada na revista Life e depois rodou o mundo. (foto abaixo)


Se pensas que, quando beijas, só a boca trabalha, estás completamente por fora. Fique sabendo que todo o teu organismo entra em acção.

Além dos seus cinco sentidos paladar, olfacto, audição, visão e tacto entrarem na jogada.

Os médicos e os psicólogos alemães concluíram que aqueles que beijam, faltam menos ao trabalho por motivo de doença do que aqueles que não beijam. Aqueles que beijam, também sofrem menos acidentes no trabalho, ganham 20 a 30 por cento a mais e vivem aproximadamente cinco anos a mais. (Vida longa e prospera! *_* )

O Dr. Arthur Sazbo, um psicólogo alemão, diz que a razão desta óptima fortuna é a energia positiva que o beijo passa para aqueles que beijam no começo do dia. Consequentemente, se quiser ter mais dias felizes, saudáveis, ser bem sucedido, e viver mais, você deve beijar o seu amor antes de trabalhar, todos os dias.

Um beijo é geralmente a primeira vez que dois povos têm um contacto próximo um com o outro. Uma fonte anónima no “Livro dos Beijos” por William Bastão descreve um beijo como algo que não pode dar sem fazer exame, e não pode fazer exame sem dar. Uma outra fonte anónima diz que não deve esperar para conhecer melhor alguém antes de beijá-la, deve beijá-la primeiramente para depois então você conhecê-la melhor.

A beleza do beijo é que traduz cada língua e religião. Jr. De Vaughn Bryant, professor do departamento de antropologia no Texas A&M, dita que o primeiro beijo erótico foi trocado aproximadamente 1500 A.C. na Índia. Antes desse tempo não há nenhuma evidência (tabuletas de argila, pinturas rupestres ou registos escritos) que indique o histórico do beijo. Bryant disse também que o ato de friccionar e pressionar os narizes e a troca das línguas entre amantes, se popularizou aproximadamente em 1500 A.C.

Foram os Romanos que descobriram o beijo. Os Romanos beijavam-se como forma de cumprimento, beijavam as vestes e os anéis de seus líderes e estátuas dos deuses mostrando sua submissão e respeito.

É um fato científico que beijar estimula nosso cérebro a produzir o oxytocin, uma hormona que nos dá aquelas óptimas sensações que sentimos ao beijar.

Sabe-se também que a química provocada faz com que um beijo alerte outro. Quando nós beijamos, os interiores de nossas bocas e as bordas de nossos lábios produzem uma substância química que aclama para mais beijos.

Um estudo em 1997 na universidade de Princeton concluiu que nossos cérebros estão equipados com os neurónios que nos ajudam a encontrar os lábios de nossos amantes no escuro. Não é nenhuma novidade que muitos casais apreciam se beijar em um teatro escuro.

Mais umas curiosidades rapidas pra aproveitar o assunto:

HÍMEM era o nome do deus grego que realizava casamentos.

Veado virou sinónimo de gay porque, durante o inverno, os machos desse tipo de animal dormem juntos, um agasalhando o outro.

A palavra MASTURBAÇÃO vem do latim MASTURBARI e significa poluir-se. (poluir-se não é de poluição, é que poluir é relacionado a orgasmos e ou ejaculação, meninos jovens que não se masturbam têm sonos poluídos, que significa que mesmo sem sonhos eróticos, acabam pelo excesso de esperma acumulado, ejaculando... XD

ONDAS CEREBRAIS E MEDITAÇÃO

O cérebro, exaustivamente visto pela neurologia, ainda é um mistério, e as pesquisas dia após dia acrescentam novos conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro e de como ele funciona. Em 1920 foram descobertas as ondas cerebrais e sua relação com os diversos estados de consciência. É fato sabido hoje, que o cérebro,funciona por estímulos (impulsos, ondas), que podem ser medidos pelo EEG (Eletroencefalograma) e que induzem o homem a quatro estágios – níveis mentais, classificados por ciclos rítmicos por segundo (Hertz), sendo eles o Alfa, Beta, Teta e Delta.


Estabelece-se que o BETA é o estágio comum para pessoas normais, com oscilações de
14 a 28 ciclos por segundo (Hertz), sendo então o nível das consciências interior e
exterior; é um estado normal para as actividades do dia a dia, sobrecarregando-se de
tensões consequentes. Está provavelmente agora a produzir ondas BETA.

ALFA é uma onda mais tranquila, com 7 a 14 ciclos por segundo (Hertz); é um estágio
no qual se entra quando se fecha os olhos e se relaxa. É o estágio de maior
importância para o ser humano. É um estado de tendência a interiorização. ALFA pode
ser de alta ou baixa amplitude, de acordo com a produção de micro volts pelo
cérebro. ALFA de alta-amplitude indica um sujeito está em profundo estado de
concentração.

TETA, com oscilações de 4 a 7 ciclos por segundo, responsabiliza-se pela
sonolência e pela passagem para a inconsciência e o sono; é um estágio recuperador
das energias. É um estágio de profunda interiorização.

DELTA, com 1 a 4 ciclos por segundo, é o estado de inconsciência total, sono
profundo, sem reflexão alguma.

Por meio de um aparelho de EEG, pode-se medir os ritmos cerebrais. Foram feitas
pesquisas, medindo os ritmos mentais antes e depois de práticas de meditação. Antes
da meditação observou-se a presença de ondas BETA - que indicam pessoas nervosas e
stressadas. Durante a meditação, surgiram as ondas ALFA, que só aparecem quando a
pessoa está relaxada ou concentrada, e as ondas TETA, que só ocorrem em meditação
profunda. Quando a pessoa está neste estado, o cérebro aumenta a produção de
endorfinas, que acalmam a dor ou o stress e circulam em todo o corpo, revitalizando
as células.

Estudos na área de fisiologia cerebral estão mostrando que a meditação e a oração
silenciosa diminuem os padrões de EEG (Eletroencefalograma) no cérebro, isto é,
diminuem a frequência dos ritmos (passando do ritmo Beta para o Alfa ou Teta) e
aumentando a sincronização de suas ondas. Estudos foram feitos em monges Zen em
meditação, em que se colocavam eléctrodos nas zonas frontal, parietal e occipital do
cérebro e ligavam-nos ao EEG (Eletroencefalograma). Mediu-se alem dos ritmos do
cérebro o pulso, a respiração, a relaxação muscular e a resistência da pele. Os
resultados mostraram que os monges do Zen quase imediatamente passavam para o Alfa.
Em alguns casos, desenvolveu-se a passagem para ritmos Teta. Após a meditação, as
ondas Alfa continuaram por algum tempo.

Outras pesquisas realizadas com Swamis Hindus e monges Católicos em meditação e
contemplação, obtiveram resultados semelhantes aos obtidos com os monges Zen.
Estudos tem demonstrado que o Zen, o Yoga, a Meditação Transcendental e qualquer
forma de contemplação permitem atingir as ondas cerebrais de baixa frequência (Alfa
e Teta). Médicos chegaram a conclusão que quem medita entra com facilidade no ritmo
Alfa. E o inverso também parece ser verdade: os produtores de Alfa voltam-se para
a meditação e a vida contemplativa.

Fonte: (Texto de Maria7 In Comunidade Espiritual)

(Texto de Maria7 In Comunidade Espiritual)